Mente solta


Quando comecei a escrever sobre as coisas de que gostava e pensava, descobri que essa prática me fazia bem e que era de meu direito e responsabilidade qualquer forma de expressão escrita ou desenhada. Por isso, venho escrevendo anos após anos e quando não escrevo por falta de ideia ou por perder à linha de raciocínio, tipo aqueles flashes antes de iniciar um diálogo. “Ops, esqueci o que ia falar ou ops, deu um branco”. É com essa configuração que desenho, porque sinto que perdi parcialmente as palavras mas não a expressão, e desenhar é algo tão magnífico, tão mágico para mim que os lápis, a pena de nanquim, os giz de cera seco e o carvão quando entram em contato com as minhas mãos invadem a minha mente e começam a explorar tudo que a dicção não consegue pronunciar, como um comum acordo para eu colocar tudo que sinto para fora. 
Hoje em dia, minha mente parece uma locomotiva desenfreada só reflete amor e se existisse um gravador capaz de ser acoplado em meu cérebro tendo o poder de lê-la apenas através de um comando e ir gravando compulsivamente. Aff, ia faltar espaço no meu disco rígido, pois tanto que exercitei que às vezes sinto que às respostas diárias, os diálogos leva uma ponta de poesia embasada, é algo automático espontâneo e por isso, estou à cada dia conseguindo extrair textos, uns legais outros péssimos mas, mesmo esses que não considero bons não deixo de expôr por que acredito no aperfeiçoamento.
Olha que curioso isso:
Quando era adolescente conseguia expôr ideias, situações, provocações e até mesmo gerar protestos sem medo e sem nenhum pudor, era de muita coragem e de muita coerência, a mensagem era crua e de muito pouco sentimento amoroso. Mas, com o passar do tempo despertou em mim a "nômade amorosa" deixando-me entre as entrelinhas dos mais belos jardins de tulipas e ficando enamoradinha com a razão e emoção, ainda mais nos últimos meses que eu vivi dias de prosa com o meu eu refletindo amor, eu simplesmente, transformei-me numa poetisa das antigas.
É isso, quando gostamos de conversar com nós mesmos sempre escutamos palavras mesmo no silêncio, sempre existe assunto e atividades para fazer. Comigo é assim, eu me divirto sozinha sem problemas, aliás, eu me amo tanto que eu adoro-me levar para viajar, ir ao cinema, tomar sorvete, ao teatro, à exposição, tomar sol na praia ou piscina. Eu sou a melhor companhia para mim.
Eu posso dizer:
Eu sou feliz..
Eu sou quem,
Eu queria ser!!!!!

1 comentários:

Francisco Teixeira Xico Branco disse...

Lindo texto. Também tenho esses "ops" da escrita...às vezes num sai nada mesmo...abraços! e valeu a visita colega poetisa/escritora.

Elaine Cristina de Paula. Tecnologia do Blogger.

Meu fugaz devaneio..

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