Há amor?

 
Que dor
Que desalento
Que cisma
Que fraqueza.
Não quero do amor algo complexo
Quero beijos leves
Mão na mão
Carinho sem programação
Gestos sinceros
Atitudes inesperadas
Quero pouco, mas quero de coração.
Se chegar, seja bem vindo!
Se partir, não volte mais!

Eu só queria voar


 
 
Na luz do dia ainda está escuro
Uma sensação louca
Um deserto dentro de mim e mil pessoas ao meu lado
Falta tanto para quem quer provar.
Provar pra quem se todo o meu mundo está dentro de mim e eu não sei quem são essas pessoas...
É estranho viver só
É estranho se sentir só
Mas um dia espero me sentir melhor dentro da minha fé, minha crença, o tempo me cuida
Sei que logo virá a paz de Deus
Dormirei em paz com a minha mente por que eu sei o que ela faz comigo
É o lado escuro se abrindo para mim e me convidando para entrar
Como uma porta.
Quem entra não consegue voltar
Como um amor sem volta.
Como uma razão em dúvida..
Como versos sem refrão..
E no eco da voz dizendo adeus para um amanhã que nunca existirá.

 

Olhe nos meus olhos tristes..




Ser amaldiçoada pela sua família não é algo que te fará prosperar com tanta facilidade na vida. Existe a inveja, o ódio e a raiva impregnados na alma.
Quando criança, ela não pensa em nenhum desses sentimentos por que não os entendia, apenas acreditava que havia sido travessa demais e estava sendo punida por isso. Mas, as atitudes de seus pais e sua irmã não correspondiam nunca, eram surreais para aquela garotinha que sonhava em ser desenhista, criar seus próprios personagens, suas estórias eram felizes onde a família se amava sob todas as circunstâncias e que não existiam ciúmes doentios da irmã e nem o desequilíbrio emocional dos seus pais, eram simples estórias rodeadas do seu cotidiano, nas famílias carinhosas que suas amiguinhas tinham embaçado no que nunca teria em casa e sempre se perguntava. Por qual motivo as coisas eram assim?
Em suas conversas com Deus, ela perguntava:
- Deus, se eu me comportar?
- Se eu comer tudo?
- Se eu ajudar nas tarefas da casa, o Senhor faz com que a raiva dos meus pais e o ódio de minha irmã por mim passe?
Eram tantos “Se..” que aquela garotinha não conseguia definir suas preces, pois, ela sempre dormia antes de terminá-la e todas as noites, ela fazia as mesmas perguntas a Deus, mas ele nunca respondia.
- Por que sou assim e a minha família me detesta?
Ela, não entendia que o problema da ira de sua família não era por causa de suas travessuras, sua casinha de brinquedo esparramada pelo estreito corredor do quintal, nem pelo pó que a lousa de giz soltava, nem pelas bexigas com água e muito menos pelo pique-esconde solitário, era mais profundo, era da alma, do gênio ruim e desequilibrado que cada um trazia e alimentava em si. Ela era apenas um instrumento para ser utilizado por eles, então, recebia a raiva da mãe por ter um marido agressivo e bêbado frustrado com a infância farroupilha e mesquinha que teve; a irmã uma adolescente coberta de ódio, reparava e falava mal de todo mundo sem medir as consequências e sempre com ajuda da mãe.
- Garotinha, por que és tão humilhada?
- Por que tomas tantas corsas?
- Será que a vida está lhe ensinando algo?
Mas, tão pequena ainda não é capaz de aprender.
Os anos foram-se passando e essa garotinha foi crescendo com muitas dúvidas e incertezas, muita tristeza em seu coração, muita dor na alma e as coisas não cessaram, a irmã continuou junto com a mãe azucrinando sua vida, reparando em suas fases da vida, desmerecendo cada conquista, julgando as pessoas com quem se relacionava, fazendo com que se tornasse uma pessoa infeliz, solitária, cabisbaixo e assim, elas pareciam festejar por dentro, quando a viam infeliz sentiam-se satisfeitas.
A mãe acabou se tornou uma coitada ruim que ainda se ergue para reparar e julgar as pessoas;
O pai doente fisicamente com reflexo mental e muito mesquinho;
A irmã castigada de alguma forma pela vida, mas por que ela mesma fez seu destino. Abandonou uma filha, mãe de outra menina obesa que assim como o pai, humilham e menosprezam, por onde passa continua reparando nas pessoas e julgando.
Aos 35 anos de idade a garotinha cresceu solitária (como elas queriam), com fracassos internos refletidos na vida profissional e amorosa, mas hoje, tenta superar os fantasmas do passado buscando auxílio espiritual e vivendo dia após dia.


Minha religião, meu eixo - Somos o que somos!

Mesa dos Orixás, encerramento dos trabalhos deste ano de 2012, com oferendas e cantos aos nossos Guias e Orixás. Tanto eu como o Pai André e nossos filhos, encerramos com muita alegria e axé, tendo muito mais a agradecer do que pedir

Para estar "dentro" é preciso entender e ter muita fé!!!

Ser umbandista não é ser apenas religioso. É ser cristão. 
Ser umbandista não é ostentar uma crença. É vivenciar a fé sincera. 
Ser umbandista não é ter uma religião especial. É saber que tem grande responsabilidade para consigo mesmo e para com o próximo. 
Ser umbandista não é querer superar o próximo. É querer superar a si mesmo através da reforma íntima e das boas ações.
Ser umbandista não é construir templos de pedra. É transformar o coração em templo eterno. 
Ser umbandista não é apenas aceitar a reencarnação. É compreendê-la como manifestação da Justiça Divina e caminho natural para a perfeição. 
Ser umbandista não é só comunicar-se com os Espíritos, porque todos indistintamente se comunicam, mesmo sem o saber. É comunicar-se com os bons Espíritos para se melhorar e ajudar os outros a se melhorarem também.
Ser umbandista não é apenas consumir as obras espíritas para obter conhecimento e cultura. É transformar os livros e suas mensagens, em lições vivas para a própria mudança. Ter grande conhecimento sem no entanto vivenciar é o mesmo que falar e não fazer. 
Ser umbandista não é internar-se no Centro Espírita ou Terreiro, fugindo do mundo para não ser tentado. É conviver com todas as situações, sem alterar-se. O umbandista consciente é umbandista no centro, terreiro, em casa, na rua, no trânsito, na fila, ao telefone, sózinho ou no meio da multidão, na alegria e na dor, na saúde e na doença. 
Ser umbandista não é ser diferente. É ser exatamente igual a todos, porque todos são iguais perante Deus. Não é mostrar-se que é bom e sim provar a si próprio que se esforça para ser bom, porque ser bom deve ser um estado normal do homem consciente. Anormal é não ser bom. 
Ser umbandista não é curar ninguém. É contribuir para que alguém trabalhe a sua própria cura. 
Ser umbandista não é tornar o doente um dependente dos supostos poderes dos outros. É ensinar-lhe a confiar nos poderes de Deus e na sua própria fé, que estão na sua vontade sincera e perseverante de melhorar a si próprio. 
Ser umbandista não é consolar-se em receber. É confortar-se em dar, porque pelas leis naturais da vida, "é mais bem aventurado dar do que receber". 
E por fim, ser umbandista não é esperar que Deus desça até onde nós estamos. É subir ao encontro de Deus, elevando-se moralmente e esforçando-se para melhorar sempre, buscando sempre o auxílio ao próximo, a pratica do bem e da caridade. 
Isto é ser umbandista!

A coruja e a lua

 
 
O esplendor da lua cheia refletia nos grandes olhos da pequena coruja, que observava apaixonada da copa da árvore.

Seus pais haviam saído para caçar, deixando-a responsável pelos irmãos mais novos. Porém lá estava ela, encantada com a formosura que brilhava no céu escuro. Se ao menos soubesse voar, lançaria seu corpo nas correntes de ar e deslizaria até a lua, que a aguardava solene. Mas ainda era muito nova e suas frágeis asas não suportavam o peso do seu franzino corpo.

A tristeza engolfou seu coração e ela lançou um pio melancólico ao luar. Como resposta a lua rutilou com mais força trazendo fortes raios que tocavam suas penas e faziam-nas brilhar numa brancura etérea. Seu coração começou a pulsar com força e o desejo de alcançar a lua lhe ardia o peito, ela não aguentou. Abriu as longas asas e jogou-se no vácuo à sua frente.

Dois segundos voando e com a leveza de uma pedra ela afundou na escuridão. Suas asas batiam desesperadas tentando mantê-la no ar, mas ela não conseguia controlar seu corpo. Caía rápido em direção ao solo e no caminho acertava vários galhos, mais baixos, que a faziam quicar de um lado para o outro dificultando o bater das asas.

O medo lhe tomava o corpo enquanto o solo se aproximava. Seria o seu fim. Em pânico suas garras cravaram-se ao redor do galho mais próximo de onde caía e com um forte solavanco ela parou pendurada de ponta cabeça. Com seu coração disparado ela piava pedindo socorro e devagar abriu os olhos e olhou para baixo.

Foi aí que a viu.

Lá embaixo, na superfície lisa de um lago, ela pôde ver. Seu brilho tão estupendo irradiava energia, sua forma arredondada manifestava beleza e serenidade fazendo seu coração desacelerar. O medo havia passado dando lugar a paixão.

Tão linda, a lua descera do céu para que ela, no ápice de sua fraqueza, pudesse alcançá-la. Emocionada com tamanha bondade a corujinha voltou a abrir as asas e lançou-se de encontro à luz.

Desceu rápido e quando tocou a água ela se afogou na alegria de enfim, alcançar a lua.


Sensações




Já tive a sensação de felicidade misturada com tristeza,
Já achei que estava completamente feliz quando na verdade eu chorava escondida...
Já acreditei que eu seria feliz até descobrir que a felicidade não passava de uma impressão...
Já chorei de tristeza, mas depois, descobri que realmente estava feliz...
Já achei mil coisas ruins...
Mas, eram mil coisas boas.
No entanto,
descobri que a mente não passa de uma grande armadilha.

Não foi por nada


Ontem pensei em você até não suportar mais
E você sabe onde estou agora?
Bem perto do seu coração...
Sentindo ele bater, ele pulsar..
Cadê você?
Vem me amar assim como precisamos!
Não deixe esse amor pra depois.
A vida é curta...
Você mesmo me diz:
Seja feliz nesse momento!
Cadê você?
Não deixe-me partir
Pois já voei nas alturas nesse amor.
 


Elaine Cristina de Paula. Tecnologia do Blogger.

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