Eu brinco de mocinha, mas eu sei ser bandida. Eu pareço macia, mas eu sei ser tempestade. E as minhas ameaças são singulares, porque eu não gosto de repetir qualquer outro assunto que não seja amor.
Ambos eram crianças uma menina e um menino, um de 05 anos e a ela quase seis. Brincavam satisfatoriamente em uma gangorra na parquinho perto do apartamento que moravam, hora ela para cima, hora ele para baixo e vice-versa seguiam na brincadeira. Eram crianças especiais para as outras crianças. Ela do lado de cima da gangorra perguntava retoricamente para ele na parte de baixo da gangorra tocando a grama com a palma das mãos. Eu sei como eu nasci, mamãe me contou. Ele na parte de cima respondia rapidamente descendo ao impulso que ela dava com os pezinhos sob a grama. Ele imediatamente respondeu: Eu nasci da semente que meu pai plantou na horta da minha mãe e você? Ela curiosa da versão que ele contava riu demasiadamente, respondendo com outra pergunta. Da semente que seu pai plantou na horta da sua mãe? Ela desceu rindo ao impulso que ele dava. Sim, minha mãe contou que meu pai plantou uma sementinha de repolho na hortinha que a mãe tem e todo dia eles regavam e conver...
Já tive a sensação de felicidade misturada com tristeza, Já achei que estava completamente feliz quando na verdade eu chorava escondida... Já acreditei que eu seria feliz até descobrir que a felicidade não passava de uma impressão... Já chorei de tristeza, mas depois, descobri que realmente estava feliz... Já achei mil coisas ruins... Mas, eram mil coisas boas. No entanto, descobri que a mente não passa de uma grande armadilha.
O esplendor da lua cheia refletia nos grandes olhos da pequena coruja, que observava apaixonada da copa da árvore. Seus pais haviam saído para caçar, deixando-a responsável pelos irmãos mais novos. Porém lá estava ela, encantada com a formosura que brilhava no céu escuro. Se ao menos soubesse voar, lançaria seu corpo nas correntes de ar e deslizaria até a lua, que a aguardava solene. Mas ainda era muito nova e suas frágeis asas não suportavam o peso do seu franzino corpo. A tristeza engolfou seu coração e ela lançou um pio melancólico ao luar. Como resposta a lua rutilou com mais força trazendo fortes raios que tocavam suas penas e faziam-nas brilhar numa brancura etérea. Seu coração começou a pulsar com força e o desejo de alcançar a lua lhe ardia o peito, ela não aguentou. Abriu as longas asas e jogou-se no vácuo à sua frente. Dois segundos voando e com a leveza de uma pedra ela afundou na escuridão. Suas asas batiam desesperadas tentando mantê-la no a...
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