Ambos eram crianças uma menina e um menino, um de 05 anos e a ela quase seis. Brincavam satisfatoriamente em uma gangorra na parquinho perto do apartamento que moravam, hora ela para cima, hora ele para baixo e vice-versa seguiam na brincadeira. Eram crianças especiais para as outras crianças. Ela do lado de cima da gangorra perguntava retoricamente para ele na parte de baixo da gangorra tocando a grama com a palma das mãos. Eu sei como eu nasci, mamãe me contou. Ele na parte de cima respondia rapidamente descendo ao impulso que ela dava com os pezinhos sob a grama. Ele imediatamente respondeu: Eu nasci da semente que meu pai plantou na horta da minha mãe e você? Ela curiosa da versão que ele contava riu demasiadamente, respondendo com outra pergunta. Da semente que seu pai plantou na horta da sua mãe? Ela desceu rindo ao impulso que ele dava. Sim, minha mãe contou que meu pai plantou uma sementinha de repolho na hortinha que a mãe tem e todo dia eles regavam e conver...
O esplendor da lua cheia refletia nos grandes olhos da pequena coruja, que observava apaixonada da copa da árvore. Seus pais haviam saído para caçar, deixando-a responsável pelos irmãos mais novos. Porém lá estava ela, encantada com a formosura que brilhava no céu escuro. Se ao menos soubesse voar, lançaria seu corpo nas correntes de ar e deslizaria até a lua, que a aguardava solene. Mas ainda era muito nova e suas frágeis asas não suportavam o peso do seu franzino corpo. A tristeza engolfou seu coração e ela lançou um pio melancólico ao luar. Como resposta a lua rutilou com mais força trazendo fortes raios que tocavam suas penas e faziam-nas brilhar numa brancura etérea. Seu coração começou a pulsar com força e o desejo de alcançar a lua lhe ardia o peito, ela não aguentou. Abriu as longas asas e jogou-se no vácuo à sua frente. Dois segundos voando e com a leveza de uma pedra ela afundou na escuridão. Suas asas batiam desesperadas tentando mantê-la no a...
Mesa dos Orixás, encerramento dos trabalhos deste ano de 2012, com oferendas e cantos aos nossos Guias e Orixás. Tanto eu como o Pai André e nossos filhos, encerramos com muita alegria e axé, tendo muito mais a agradecer do que pedir Para estar "dentro" é preciso entender e ter muita fé!!! Ser umbandista não é ser apenas religioso. É ser cristão. Ser umbandista não é ostentar uma crença. É vivenciar a fé sincera. Ser umbandista não é ter uma religião especial. É saber que tem grande responsabilidade para consigo mesmo e para com o próximo. Ser umbandista não é querer superar o próximo. É querer superar a si mesmo através d a reforma íntima e das boas ações. Ser umbandista não é construir templos de pedra. É transformar o coração em templo eterno. Ser umbandista não é apenas aceitar a reencarnação. É compreendê-la como manifestação da Justiça Divina e caminho natural para a perfeição. Ser umbandista não é só comunicar-se com os Espírit...
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